25 de Junho de 2013 Educação para Segurança e Violência Urbana Você quer sentir-se mais seguro (a)? Ou ainda: você se sente seguro (a)?

Se você entende que os seus riscos são menores que os dos outros, isto se dá porque você é educado (a) em segurança, pratica a prevenção nas suas rotinas ou porque acha que os problemas acontecem apenas com os outros? Já refletiu a respeito disto?

Tenho certeza de que você tem acompanhado pelos jornais o que vem acontecendo em nossa sociedade. Tem visto pessoas sendo assaltadas, condomínios sendo invadidos, quadrilhas sendo presas por crimes diversos, enfim, problemas de segurança estão acontecendo. Aqui vai uma boa notícia. A sociedade não sofre apenas e tão somente pelos problemas de segurança, mas também pelos problemas de educação, de saúde, de lazer, de convivência social, portanto, segurança é apenas mais um dos itens dos quais precisamos administrar para viver melhor.

Obviamente todos nós temos os nossos temores, porém, também possuímos o livre arbítrio para optar entre uma inércia frente aos problemas ou uma ação inteligente para reduzir riscos. E para que você se eduque em segurança, é importante que saiba como pensa e como age um criminoso. A partir do estudo do seu comportamento podemos criar as alternativas de redução de riscos ou, caso tenha um eventual contato com um bandido - não piorar que já estará ruim.

Atualmente o criminoso brasileiro tem características muito peculiares. Trata-se de um criminoso comum, que quer dinheiro ou algo para transformar em dinheiro. Não é o terrorista, muito menos é o psicopata (aquele que entra em ambientes produzindo graves lesões ou até mesmo mortes em massa).

É importante que você saiba que o criminoso brasileiro não atua contra as suas vítimas, ou seja, não tem nada contra as pessoas, mas sim almeja atingir o seu objetivo, que é o de conseguir dinheiro. Para que isto aconteça quer o máximo de lucro possível com o menor risco à sua sobrevivência, neste ponto, entende-se não ser preso ou ser morto por um confronto com a Polícia.

Qualquer obstáculo imposto ao criminoso já diminui sensivelmente a possibilidade de contato com ele. Isto pode ser realizado com a utilização de películas redutoras de visibilidade nos veículos (o que diminui o acesso visual aos objetos no interior do veículo), as grades e muros altos que impedem o acesso fácil nas residências, a ausência de informação sobre a existência de dinheiro acessível, enfim, qualquer elemento que dificulte a ação do criminoso fará com que ele escolha outra vítima. Infelizmente o fato de você melhorar a sua prevenção não eliminará a atuação criminosa, mas fará com que escolha outra vítima, e não você.

Tenha alguns cuidados ao adotar recursos de proteção à sua família, à sua casa ou ao seu condomínio. Todo sistema de proteção deve estar estruturado de maneira que se integrem: recursos materiais (segurança física e eletrônica), recursos humanos (responsáveis e usuários pela utilização dos recursos materiais) e procedimentos operacionais (processos de segurança).

Ocorre que altos investimentos em recursos materiais produzem falsa sensação de segurança se a operacionalização do sistema sofra com procedimentos inadequados ou pessoas não capacitadas (seleção e treinamento). Um projeto de segurança deve integrar os três elementos de maneira harmoniosa no intuito de potencializar os recursos que eles oferecem.

Assim, você é capaz de definir o grau de risco que quer aceitar. Por exemplo, caso deseje impor maior controle no acesso de pedestres ou veículos ao seu condomínio (cadastro, checagem de documentos e informações do visitante, eventual vistoria no porta-malas do carro etc) é importante fazer com que os condôminos façam respeitar os procedimentos que foram criados justamente para esta finalidade. Ocorre que, para possibilitar maior conforto, alguns condôminos desejam receber uma pizza na porta do seu apartamento. Brigam com o porteiro por demorar no procedimento de acesso do visitante. Não quer ser submetido aos procedimentos de segurança daquele empreendimento. Portanto, ocorrem inúmeras situações que vão eliminando os obstáculos de segurança até então adotados pelo empreendimento...e ao criminoso resta apenas aproveitar desta irresistível oportunidade. Então, a culpa pelo delito não é apenas do bandido.

Educação para segurança implica em praticar mais segurança, participar e promover reuniões para tratar do assunto. Proteja os prazeres que a vida está lhe oferecendo. Afinal, segurança é qualidade de vida!

Roberto Zapotoczny Costa
Postado porThe First